A secura vaginal é comum na menopausa e afeta a qualidade de vida. Veja causas e tratamentos eficazes para melhorar o conforto íntimo.
O que é a secura vaginal e por que ela aparece na menopausa?
A secura vaginal é um dos sintomas mais comuns — e mais silenciosos — da menopausa. Com a queda dos níveis de estrogênio e androgênios, as mucosas vaginais se tornam mais finas, menos elásticas e perdem parte da lubrificação natural. Esse processo faz parte da síndrome geniturinária da menopausa, que também pode incluir dor nas relações sexuais, coceira, ardência e infecções urinárias de repetição.
Apesar de ser frequente, muitas mulheres demoram para buscar ajuda por vergonha ou por acharem que “é assim mesmo”. Mas a boa notícia é que existem soluções eficazes e seguras, inclusive para quem não pode ou não deseja fazer uso de hormônios.
O que realmente funciona para tratar a secura vaginal?
- Estrogênio vaginal de baixa dose
É o tratamento com melhor evidência científica. Age diretamente no local, com absorção mínima no sangue. É eficaz para melhorar a lubrificação, a elasticidade e o pH vaginal. Segundo as diretrizes de 2025, ele também pode prevenir infecções urinárias de repetição.
- DHEA vaginal
Outra opção hormonal segura, especialmente indicada para secura e dor nas relações. A aplicação é local e tem mostrado bons resultados, inclusive em mulheres que não podem usar estrogênio sistêmico.
- Ospemifeno (via oral)
É um modulador seletivo do receptor de estrogênio, aprovado para tratar dor na relação causada por atrofia vaginal. É uma opção para quem prefere não usar hormônio tópico, mas precisa de avaliação médica criteriosa e ainda não está disponível no Brasil.
- Lubrificantes e hidratantes vaginais
Podem ser usados isoladamente ou junto com outras terapias. Hidratantes ajudam a manter a umidade no dia a dia, enquanto os lubrificantes são indicados para momentos de relação sexual. São soluções simples, mas que fazem diferença.
- Terapias comportamentais e suporte profissional
Fisioterapia pélvica e acompanhamento com terapeuta sexual podem ajudar muito, especialmente quando há dor persistente, perda de libido ou impacto emocional. É fundamental lembrar que saúde íntima também passa pelo bem-estar emocional.
E o que não funciona?
Segundo as diretrizes mais recentes, ainda não há evidência suficiente para recomendar o uso de laser vaginal, radiofrequência, fitoterápicos, probióticos ou suplementos alternativos como tratamento de primeira linha. Em alguns casos, o laser pode ser considerado, mas apenas com consentimento informado, já que seu uso ainda é considerado experimental.
Secura vaginal não é “frescura” nem “coisa da idade”
A secura vaginal impacta a qualidade de vida, a autoestima e a saúde sexual. E é possível tratar — com segurança, eficácia e acolhimento. Nenhuma mulher precisa aceitar esse sintoma como algo inevitável. O primeiro passo é se informar. O segundo, procurar um profissional atualizado que te ajude a escolher o melhor caminho.
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Este conteúdo é de caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Não se destina a prescrever ou recomendar qualquer tratamento específico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer medicação ou terapia.