Descubra a quantidade ideal de proteína, quando vale aumentar a ingestão e como creatina e HMB entram nessa equação.
Proteína: quanto é o suficiente — e quando vale aumentar?
A recomendação oficial para ingestão de proteína é de 0,8g por quilo de peso corporal por dia. Para uma pessoa de 68 kg, isso equivale a cerca de 55g por dia — o que pode ser alcançado facilmente com uma alimentação equilibrada.
Mas será que essa recomendação é suficiente para todo mundo? A resposta é: depende.
Se você:
- Está em processo de perda de peso,
- Tem mais de 65 anos,
- Pratica treinos de força com regularidade,
- Ou passou por cirurgias ou internações recentes…
… então, aumentar a ingestão proteica pode ajudar a preservar massa muscular, manter força e evitar fragilidade.
Estudos sugerem que, nesses contextos, de 1,2 a 2g de proteína por quilo de peso é uma faixa mais segura e eficiente. Quantidades muito além disso, como o triplo da recomendação, não parecem trazer mais benefícios e podem até tirar espaço de outros nutrientes importantes na dieta.
E onde entra a creatina?
A creatina é um dos suplementos mais bem estudados e recomendados, especialmente para quem deseja:
- Aumentar força e performance em treinos de explosão e resistência,
- Preservar a massa magra durante emagrecimento ou envelhecimento,
- Melhorar a cognição e a saúde óssea, segundo estudos mais recentes.
Ela não substitui a proteína, mas pode ser um ótimo complemento — especialmente para idosos e mulheres que treinam força, dois grupos que, muitas vezes, consomem menos proteína e têm maior risco de perda muscular.
HMB: o primo anabólico da leucina
Outro composto que merece atenção é o HMB (beta-hidroxi-beta-metilbutirato), um metabólito da leucina. De acordo com o posicionamento da International Society of Sports Nutrition (ISSN), o HMB pode:
- Ajudar na recuperação muscular,
- Reduzir a degradação de proteínas musculares,
- Ser útil em idosos, iniciantes na musculação ou pessoas em períodos de maior catabolismo (como internações, jejum prolongado ou perda rápida de peso).
No entanto, o HMB não substitui proteína, nem creatina, e sua principal função parece ser a redução da perda de massa magra em situações específicas, e não o ganho expressivo de músculos.
Proteína demais faz mal?
O excesso de proteína, por si só, não traz benefícios extras para a maioria das pessoas. Além disso, exagerar pode:
- Aumentar o consumo de produtos de origem animal,
- Elevar o risco cardiovascular, caso venha de fontes processadas ou ricas em gordura saturada,
- Sobrecarregar os rins em quem já tem doença renal crônica (muitas vezes não diagnosticada).
Ou seja: equilíbrio é a chave. Nem demais, nem de menos — e, mais importante: de fontes de qualidade.
Conclusão: Mais proteína pode ser útil, mas com estratégia.
A obsessão por proteína pode gerar excessos desnecessários. Mas ignorar a ingestão adequada, principalmente em fases da vida com maior risco de perda muscular, também pode custar caro.
Otimize, sem exagerar. Com o acompanhamento certo, estratégias como o aumento proteico, uso de creatina ou até de HMB podem fazer parte de um plano nutricional inteligente.
Este conteúdo é de caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Não se destina a prescrever ou recomendar qualquer tratamento específico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer medicação ou terapia.