Níveis baixos de ferro e vitamina D podem afetar seu cabelo. Veja como a alimentação influencia a queda e a saúde capilar, segundo revisão científica.
A queda de cabelo pode começar no prato
Quando falamos sobre cabelo, falamos sobre identidade, autoestima e, muitas vezes, sofrimento. A boa notícia é que a ciência está mostrando cada vez mais que o que você come pode influenciar diretamente a saúde capilar.
Uma revisão sistemática recente com mais de 60 mil participantes investigou a relação entre alimentação, nutrientes e queda de cabelo, e os resultados reforçam algo que já vínhamos observando na prática clínica: deficiências nutricionais e hábitos alimentares inadequados têm impacto direto sobre o couro cabeludo.
Quais nutrientes mais impactam na queda de cabelo?
Vitamina D
Foi o nutriente mais estudado e demonstrou uma relação inversa com a gravidade da alopecia. Ou seja, níveis mais baixos de vitamina D se associaram a maior gravidade da queda.
A explicação? A vitamina D atua no ciclo do folículo piloso, influenciando o crescimento e manutenção dos fios.
Fique atenta: A deficiência de vitamina D é comum e silenciosa. Muitas vezes só aparece em exames laboratoriais.
Ferro
O ferro é essencial para a saúde dos folículos pilosos por participar da divisão celular e do transporte de oxigênio.
A revisão mostrou que níveis adequados de ferro e sua suplementação em mulheres com deficiência foram associados a melhora da queda capilar, especialmente em casos de alopecia crônica.
Proteínas e aminoácidos
Como o fio de cabelo é composto principalmente de queratina, a ingestão adequada de proteínas e aminoácidos como L-lisina é indispensável para a integridade capilar.
E o que pode piorar a queda?
Bebidas alcoólicas
O consumo frequente de álcool pode contribuir para a queda por diversos mecanismos desde alterações hormonais até estresse oxidativo e deficiências nutricionais.
Apesar de alguns estudos sugerirem que o álcool possa aliviar o estresse psicológico (e, portanto, reduzir indiretamente a alopecia areata), o efeito prejudicial sobre a saúde capilar é mais bem documentado.
Açúcares e ultraprocessados
Alimentos ricos em açúcares simples, como bebidas açucaradas e refrigerantes, aparecem associados ao aumento da queda de cabelo.
Esses alimentos favorecem a produção excessiva de sebo e a inflamação do couro cabeludo, criando um ambiente propício à queda.
Alimentos que ajudam o cabelo
Soja e vegetais crucíferos
Ricos em isoflavonas e antioxidantes, esses alimentos mostraram efeito positivo na redução da queda capilar, especialmente por sua ação anti-inflamatória.
Suplementos nutricionais combinados
Fórmulas com vitaminas, minerais e antioxidantes demonstraram benefícios em diversos parâmetros capilares: densidade, brilho, espessura e redução da queda.
Mas atenção: suplementação só deve ser feita com acompanhamento médico, após avaliação individual e exames.
E agora, o que fazer com essa informação?
A grande lição que esse estudo traz é clara: a saúde capilar começa muito antes do fio cair ela começa na sua alimentação, na sua rotina, no seu autocuidado.
Não existe uma solução única, mas há caminhos baseados em evidência. E o principal deles passa por uma alimentação equilibrada e estratégica, que forneça ao corpo o que ele precisa para manter o cabelo forte e saudável.
Este conteúdo é de caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Não se destina a prescrever ou recomendar qualquer tratamento específico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer medicação ou terapia.